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sábado, 29 de maio de 2010

Hora da saudade


O adeus inevitável, a época em que o coração se parte ao meio, e se deixa levar... Levar pela hora da verdade.

O adeus que jamais pensei que daria. Meu coração que deixou metade de mim para quem foi embora. Ficou a saudade, a solidão traiçoeira, a dolorida ausência...


... Parte de mim foi junto. Adeus! Sei que estará a me guiar. Logo estaremos todos juntos, porque isso está escrito em alguma página da vida que falta ser lida.


As lágrimas falaram por mim, as palavras me faltaram. Chegou a hora de dizer que você já faz falta. A sua viagem te colocou em outra dimensão de mundo, e que a paz seja o seu mais valioso prêmio do dever cumprido.

À hora da saudade é nostálgica, é querer parar o tempo e, por fim, entender que não temos o poder para tanto. A saudade me transporta para épocas não vividas, para lugares ao longe... Como se tudo isso que vivo não fizeste parte de mim.

Graciele Gessner




[...]

Saudades! Quem as não tem?

Gosto de ter saudades de todos os que amo, daqueles que me amam, dos que gostam de mim, dos que me acarinham e que eu procuro corresponder de coração aberto.
Padeço de saudades por aqueles que amo e estão distantes de mim. Alguns, após estarmos juntos, já me deixam nessa situação: com saudades e ansioso pelo próximo encontro.
Por ti, João:

Sinto ambas. Gosto de ter saudades do meu filho, mas como te sinto muito próximo, não padeço tanto!
As minhas saudades por ti são uma cumplicidade com o silêncio e com o Universo!
Quando estou a editar e publicar o Blog és o meu companheiro, porque a flor e a cor que gostas é a rosa amarela. O logo deste Blog é um ramo de rosas amarelas.

Porque és o meu companheiro?
Quando abro o Blog olho logo para as rosas e vejo a tua imagem. Sorrio para ti e as rosas amarelas ficam mais viçosas...

José Manuel Brazão

sexta-feira, 28 de maio de 2010

A queda - Angústia dum amor


A queda

Do salto dos ares
Engelando os pulmões
Estrelas e aves
Despedem-se em tom fúnebre
Esbarro em limbos e cúmulos alvos...
Chão abaixo dos pés
Poeira engendrando os passos
De ossos e carne, nua e crua..
Espreito o reflexo em seus olhos
Sinal evidente da decepção...

Me perdoe
Por cantar fora do teu tom
Sem dispensar o batom
por rasgar os desenganos
por possuir outros planos
que não se encaixam aos seus..

Me perdoe
Por não calar aos meus ensejos
Não atender os seus desejos
Ser menos você e mais eu...
Me perdoe
Por perder o ar que encanta
Por não ser nenhuma santa
Por exigir o que é meu..

Me perdoe
Ainda que nesses versos
Te leve em meu coração
Mas nesse grande universo
Somos retas paralelas
caminhando em contra-mão..

Me perdoe
Por ser tão realidade
E te falar a verdade
Nua como ela é
Se eu nunca estive entre santos
Se eu não sou mais o teu anjo
Se sempre eu só fui mulher

Sandra Freitas




Angústia dum amor

Foi belo
o amor que te dei
e os momentos vividos,
que não se repetem,
apenas ficam
na memória do tempo!

Foi belo
aquele amanhecer
que gerou dentro de ti,
a paixão, o amor
nunca antes vivido
e que voou
pelo mar imenso
e nos juntou
num sentir
forte,
muito forte,
que parecia eterno!

Um eterno
enquanto durou…

Até anoitecer…

Ficam marcas
desta paixão,
deste amor original,
distante
que uniu corações
que só nós entendemos
e o destino...

José Manuel Brazão

"A vida é a arte do encontro, embora haja tantos desencontros pela vida."
Vinicius de Moraes



Alento


Alento

Teu corpo é meu espelho
E nele encontra-se
Cada pedaço de mim
E navego sem naufrágio
Sem medo ou ilusão
Em teu mar sem fim
Nas noites frias, sem luar
Fico horas a lembrar
Nosso eterno enraizar
Olho teu retrato tatuado
Na janela da lembrança
E beijo-te, meu amado
Nas horas de solidão
Firmo-me em tua existência
Pois acalma meu coração
Que bate em disrtimia
No segundo seguinte
Pela nossa alquimia
Quero de ti, o vento
O amor feito, sagrado
Seja sempre meu alento
Tudo nesta vida é ilusão
Mas quando penso em nós,
Você e eu, não!

Luciana Silveira



[...]

Como é bom saber
que me acordas,
me dás a tua bênção,
para um dia feliz!

Como é bom
saber
que à noite
não te deitas,
sem me enviar
os teus anjos
para uma noite feliz!

Como é bom!

José Manuel Brazão

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Permita-me - Acreditamos...



Permita-me

Essa demora para anoitecer
E dias passam como nuvens
Eu sei que não vou passar
Dias brancos, fios cortantes
Anseio por nossos instantes
Minha palavra é quase nada
Mas esse sentimento é tudo
Circulos vazios de fumaça
No abajour do meu quarto
Neste teclado empoeirado
Cansado de tanto esperar
Você chega com teu olhar
Tocando o cerne da alma
Tua imagem então aparece
E tudo em volta me apetece
Me deixa enfeitar teu corpo
E cobrir de estrelas teu cabelo
Saciarmos a fome do desejo
Aplacar a sede em um beijo
Permita-me te amar.

Luciana Silveira

Sou feita pro amor, da cabeça aos pés, Zé...



Acreditamos...

Acreditamos…

Um amor como o nosso
é sempre possível!

Acreditamos no viver
que existe em nós,
que sentimos o raiar do Sol,
a luz sorridente da Lua,
a paz, a harmonia,
que trouxe este amor!

Amor impossível?

Nunca este amor
foi tão forte,
com chama,
com ajuda entre nós,
nesta união saudável
de encanto,
muito encanto,
em que acreditamos…

José Manuel Brazão





Mensageira de Amor

quarta-feira, 26 de maio de 2010

O fracasso - Aquele sorriso



O fracasso

Admito, fui forte, até o dia que fui absorvida por um novo sentimento... Eu te queria tanto, mas você não correspondeu. Não me apaixonei por você, porém, aprendi a gostar de você. Acabei indo além, do gostar já estava a amá-lo. Amando sem saber ao certo qual direção tomar, sem saber as suas verdadeiras intenções.


Fracassei nesta relação casual, não consegui-me manter distante, simplesmente me envolvi. Não foi preciso se apaixonar, eu te amei. O fracasso de ter pensado que temos o poder de controlar os nossos sentimentos. Puro engano! O coração sempre acaba ganhando da razão, abrindo espaço para a emoção.

Graciele Gessner





Aquele sorriso

Aquele sorriso
pensava que fosse meu;
ela não mo deu,
mas ficou em mim.

Deu-me
o seu carinho,
a sua afeição,
que florescem
dia após dia,
com vidas,
que nos aproximam
e nos deixam felizes
com este viver!

Não recuaremos
e Continuaremos
este caminho
com a nossa convicção
e determinação!

Assim será!

José Manuel Brazão

terça-feira, 25 de maio de 2010

Descoberta



Respirou fundo.
Chorou.
E foi um pranto tão sentido que era como um êxtase; ao mesmo tempo que doía a nova constatação lhe percorria pela espinha um frio deixando o sentimento de tornar-se especial a partir dessa nova descoberta.
A noite já retornava e uma lua que levitava no céu, iluminava clareando os sentidos e trazendo esperança. Uma esperança esperada mas sofrida...
Sentia-se envergonhada... não por ter cometido tantos erros durante toda sua existência, nem por ter olhado pelo caleidoscópio na tentativa de melhorar o mundo mas por ter fugido sempre do negro não percebendo que a fusão de todas as cores resulta na cor preta. Isso ela não podia ter ignorado. Era por isso essa dor imensa tardiamente sentida. Não poderia passar por cima, queimar etapas e ficar ilesa no momento do insight.
Sentiu-se tremendamente egoísta...por muitas vezes tivera a chance de compartilhar da visão do caleidoscópio e não o fez porque era mais cômodo habitar seu ilusório e utópico mundinho. Como o Pequeno Príncipe solitário no seu asteróide.
Tivera, por alguns minutos, raiva de si mesma...decepção consigo por não poder/saber ausentar-se e deixar as asas guardadas por um tempo. Raiva de não conseguir ficar com os outros no chão. Não precisava ser por muito tempo, ela poderia ampliar seu campo de visão e retornaria ao seu mundo somente para renovar suas forças. Como o Pequeno Príncipe solitário no seu asteróide resolveu sair e conhecer outras coisas fora do seu mundo...Ele descobriu o valor de tudo que possuia graças a sua ousadia e sua ausência temporária. E principalmente descobriu seu valor quando reencontra sua rosa.
Respirou fundo.
Não chorou mais.
O primeiro passo, o da consciência da estupidez do seu ser finalmente havia emergido.
Respirou fundo.
Permitiu-se chorar.
Perdoou-se.
Deu seu último suspiro antes de caminhar rumo ao tempo perdido.
E então como que trilhasse ora por sob estrelas, ora por sob a grama verde seguiu em busca da paz e da luz.
Ora respirando fundo.
Ora chorando.
Mas dessa vez seu pranto causava-lhe um êxtase diferente, era assim como nascer de novo a cada dia e a cada nova descoberta.
Era o começo.

Luciana Silveira



e apareci eu...

Reflectindo sobre a minha Vida e nesta última fase vejo encontros que me estavam pre-destinados!

Alguns se assemelham tanto, que vieram parar a mim sem os procurar!

No tempo e momento certos enfrentei o passado de duas mulheres, que foi violento,vividos e sofridos com marcas, que me inpressionaram e me fez estender a minha mão amiga e solidária!

Sofri o que passaram, por vezes, ao ponto de imaginar como teria sido e envolvendo-me muito com elas!

Não é fácil renovar a estrutura emocional duma mulher vitima de passado violento; ela vive um silêncio como sua própria “defesa” e há que lhe inspirar confiança para que aceitem partilhar o que existe dentro delas!

Consegui que tudo isso acontecesse e vissem em mim, em primeiro lugar o homem para as ajudar!

Durante este tempo os laços afectivos vão se aproximando e começam indícios de que já temos necessidade de nos sentir, isto é, que o distante se torna próximo e convivemos como se estivéssemos na mesma casa!

Para isto haverá total sintonia ao ponto de quase se saber o que outro vai dizer ou quer fazer. Também haverá um total entendimento, que facilitará a vivência diária de cada um!

Estes dois casos que marcam a minha Vida parecem contos de fadas, mas são Vida. Uma realidade de amor incondicional, que leva cada uma das pessoas envolvidas a sentir gratidão, porque deixaram de existir, mas passaram a viver!

Hoje vivo a Vida em plenitude com uma delas!

A que melhor compreendeu que um completa o outro!


José Manuel Brazão


Em cena - Amor crescente


Em cena

Para que quando a vida anoiteça
Eu amanheça
Faço da minha vida de loucura
A cura
Tento aqui um poema de amor
Sem dor
Cerre os olhos e sinta o poema
Me acena
Sinta em mim confiança
Sou criança
Se pensas que ainda é cedo
Sem medo
Tire-me dessa vasta solidão
Do chão
Vamos ver os belos girassóis
Em lençóis
Não argumentes ter calma
Temos alma
Para meu coração que arde
Nunca é tarde
Nem espere que eu te peça
Você começa
Não peça-me para parar
Venha tentar
Porque aquele que nunca voou
Jamais sonhou
E aqueles que sempre ousaram
Enfim triunfaram
Somente enfeite de flores a cama
E ama

Luciana Silveira




Amor crescente!

Pensar em ti
é voar por aí.
Libertar a tristeza
conquistar a alegria,
não me sentir só!

Pensar em ti
é sonhar
com a mulher cautelosa,
sensível, gentil,
generosa,
muito subtil!

Pensar em ti,
é amar
a mulher generosa,
por um amor crescente!

José Manuel Brazão