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Virá
Abro a janela dos meus sonhos
Por entre as frestas, arriscam-se luzes
Desejos cintilam em azuis violáceos
Arrisco uma nota sol em meu vilolino imaginário
Estrelas cadentes pousam neste instrumento
Então, nada mais causa-me tormento
A voz do vento a susurrar
Eternizado em nosso bailar
Pedaços de uma vida solidária
E, hoje vejo, nada solitária
Ver vir o sentimento inerte
Agora, sim, sempre
É querer queimar-se em fogo brando
É saber-se nascida para doar
É saber que virá
E virá, e virá...
De ti, quero o corpo e o alento
De resto, quero-te em mim.
Luciana Silveira
A tua gratidão
Como existe em ti
o belo sentimento
da gratidão,
a tua gratidão!
Encontrei-te
nas cinzas da vida,
desfeita,
ultrajada,
consumida,
desorientada,
sem um rumo
para o teu caminho de vida!
Viveste
muitos sofrimentos,
silêncios, angústias,
tristezas,
incertezas,
dores de Alma,
Quase destruída!
Ajudei-te
com as minhas forças,
retirei-te das cinzas,
sarei feridas,
retirei medos!
Renasceu
em ti, outra mulher,
que sentiu Luz,
não mais se sentiu só!
Aprendeste
o rumo para caminhar,
passaste a acreditar,
Em ti e na vida,
e que um dia
a Luz voltaria, para ficar!
Enriqueceste
a generosidade,
a bondade,
o carinho e o perdão!
Tu e Eu
sempre unidos,
ganhámos afeição,
amor,
muito amor,
que ambos carecíamos!
Um amor sem limites,
sem nada pedirmos
e tudo darmos!
Um amor lindo,
que só nós entendemos
e Deus…
Não sabemos o Destino,
mas ajudámo-nos muito:
um completa o outro!
Mas não esqueças a gratidão!
De mim,
Aqui ou Além… no Infinito,
ouvirás o eco das minhas palavras:
“Oi, amoreca!”
e sentirás a minha presença,
para tua serenidade!
José Manuel Brazão
1 comentário:
Lindo os dois poemas!
Esse cantinho vai dar o que falar...
A união de vocês aqui foi perfeita!
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